quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Vocação Existe..!




Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo Metropolitano de Palmas – TO

 Muito se fala, ultimamente, de crise e de diminuição das vocações. A messe cresce sempre mais e o número de operários da vinha do Senhor diminui também sempre mais. Os ordenados e os consagrados envelhecem e as novas gerações optam por outros caminhos vocacionais. Mas, vocação existe, existiu e continuará existindo. Como tudo na vida, precisa ser descoberta, despertada, promovida e cultivada. A crise vocacional é proporcional à credibilidade eclesial e a vitalidade da vida cristã. Quanto mais fraca e frágil forem a eficiência e a eficácia eclesiais, menos vocações teremos.
A Igreja cultiva e promove as vocações mais por atração do que por proselitismo. Vocação é um mistério teândrico (divino-humano). Mais divino do que humano ou mais humano do que divino? Mais divino e mais humano. Para cada vocação, uma ação, uma missão e uma oração. Jesus, o primeiro promotor vocacional, comparou a questão vocacional a uma roça. Chamou o mundo de messe e a humanidade de operário. Dele é que nos vem a inspiração do divino-humano cuidado e cultivo vocacionais, sincronizados: ação-oração: “a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita” (Lc 10,2; Mt 9,37-38). O milagre da ciência e da tecnologia do agronegócio está aí para comprovar: “o chão dá se a gente plantar. Se a gente não planta, o chão não dá”. Ouvi, muitas vezes, meu pai dizer: “o boi, o arroz, o milho e o feijão crescem com os olhos do dono”.

Sofremos muito com os queixumes, por conta da diminuta vitalidade da atividade vocacional. Lamentamos sempre a perca e a diminuição das vocações. E é um fato. Os dados estatísticos estão aí para comprovar. Contra fatos não há argumentos. Mas não podemos ficar estacionados, na defensiva, achando que a culpa é de Deus ou da sociedade, sem assumir o nosso protagonismo. Lembro-me de um antigo cartaz vocacional que dizia: “toda vocação é graça sua”. Este “sua” tanto pode ser atribuído à graça divina como à ação humana. Toda vocação é um dom de Deus. Nossa é a missão de cuidá-la e cultivá-la. Se no final dos esforços vocacionais não tivermos vocações que a comunidade precisa, ainda assim, devemos nos render e afirmar: vocação existe. Basta descobri-la, cultivá-la e promovê-la.

Como o Reino dos céus (Mt 13,44-45), a missão de um promotor vocacional se assemelha a de um caçador de tesouros escondidos. Ao encontrar uma pepita de ouro, um diamante ou outra pedra preciosa, é preciso garimpar, tirar os cascalhos e as impurezas, a fim de que o esplendor da glória de Deus possa brilhar (Mt 5,16). Quem ama a sua vocação, ama a vocação dos outros. Quem ama, cuida.
Maria, a vocacionada do Pai, disse que devemos fazer tudo o que o Jesus nos disser (Jo 2,5). A nossa ação é fundamental, como é fundamental a oração pelas vocações. Meu professor, Achille Triacca, dizia:“reze bem a missa e terá vocações. Reze mal a missão e não terá vocações”. Por isto, reze comigo esta simples oração vocacional: “Senhor, envie mais missionários presbíteros, mais missionários diáconos, mais missionários consagrados e consagradas, mais missionários leigos e leigas, para o serviço do vosso povo, na vossa Igreja. Amém!”


quarta-feira, 26 de julho de 2017

II Congreso Vocacional OMI - CIAL

Misioneros Oblatos de María Inmaculada
Servicio de animación vocacional OMI – CIAL

São Paulo, 22 de julio de 2017

“¡Qué inmenso campo se les abre!”
La Iglesia, preciada herencia del Salvador, continúa sedienta por que sus hijos respondan a la llamada de Jesús el Salvador. Que podamos responder a esta llamada como hizo el Padre Tempier: “cuente conmigo de todo corazón.”


  
          Queridos hermanos quiero recordarles nuestro Congreso Vocacional OMI de América Latina y el Caribe. Dando continuidad a la necesidad de fomentar entre nosotros una cultura vocacional para lograr un nuevo despertar vocacional en nuestra región.

¿Cuándo? El Encuentro será del 20 al 26 de septiembre. Para facilitar la acogida, se estipula que la llegada a Buenos Aires sea el 19 de septiembre antes de las 18 hs, y la salida será el 27 de septiembre. (Les pedimos que a los que les sea posible lleguen al aeropuerto internacional de Ezeiza que es muy cerca de la casa donde se realizará el Congreso.

¿Qué se va a tratar? El Objetivo general es Vocacionalizar las misiones OMI en Latinoamérica, cualificar los animadores vocacionales, preparar La escuela de animadores vocacionales OMI, evaluar y preparar el Año Vocacional OMI para toda la congregación. Se proponen diversos temas que se irán explicitando a lo largo del congreso.

 El equipo de formadores nos facilitará en breve el programa del Congreso. Desde ahora se invita a hacer un trabajo preparatorio cada unidad tiene un tema a preparar dialogando con la historia e tradición Oblata para que al final del Congreso tengamos los contenidos de la Escuela de Animadores vocacionales, debajo tienen las listas de los temas y de las unidades responsables:

 ¿Quién puede participar? Se invita a los oblatos implicados en pastoral vocacional de cada entidad. Pueden ser más de uno por unidad, pudiendo tomar parte además del Oblato encargado de la pastoral vocacional, algún oblato implicado en esta tarea o en la primera formación.  Es una oportunidad única para relanzar el trabajo vocacional en nuestras unidades y coordinar nuestros esfuerzos y experiencias.

Queridos hermanos vamos a hacer llegar esta información a nuestros Oblatos encargados de la pastoral vocacional y a todos los que puedan ayudar en esta tarea esencial. Seguro que este propósito de avanzar en nuestra pastoral vocacional será acogido con ilusión en nuestras unidades. Un abrazo cordial. Unidos fraternalmente en Cristo Salvador y María Inmaculada.

Pe. Edicarlos Alves da Conceição, OMI

PD: Para coordinar las llegadas y salidas comunicarse con el p. Tony Mariangeli, provincial omitony2010@gmail.com  Celular: +5492616569724
Dirección: Casa de Hogares Nuevos, Parque Santa Amelia, Ruta 3 km 39,500, VIRREY DEL PINO, BUENOS AIRES


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Se ligue na PROGRAMAÇÃO da missão OMI ITÁLIA x BRASIL

Missão OMI Brasil X Itália

OMI 200 anos MAIS!



Segunda – Feira dia 17
Chegada dos missionários italianos e de várias partes do Brasil

Terça-feira dia 18
Visita a cidade de São Paulo

Quarta- feira dia 19
Peregrinação e Consagração da Missão a Nossa Senhora Aparecida
Saída: 06: 00 horas e retorno às 14: 00 horas



Quinta - feira dia 20
Missão em Vila Prudente
14:00 horas visita as famílias
15:00 horas missão com as crianças e os jovens
19:00 Celebração Eucarística e encontro com a comunidade

Sexta-feira dia 21
Missão com as crianças na Associação Maria Helen Drexel
Encontro da JOMI Campo Limpo e Santo Amaro na Comunidade Santo Antônio as 19:00hrs

Sábado dia 22
Partida para a Missão em Sumaré

Domingo dia 23
Encontro dos missionários na Paróquia Nossa Senhora Aparecida para formação
Celebração de abertura da missão às 19:00 horas na Igreja Matriz

De 24 a 30 GRANDE SEMANA MISSIONÁRIA
VISITAS, ORAÇÕES, ENCONTROS, CELEBRAÇÕES, PARTILHA E MUITO ARDOR MISSIONÁRIO!

Segunda- feira dia 31
Retorno para São Paulo



Terça – Feira dia 01/08/2017
Missão com as crianças na Creche Verbo Divino

Quarta - feira dia 02
Missão com os imigrantes na Obra social Tabor

Quinta-feira dia 3
Despedida
Sexta-feira dia 4
Retorno


CONTAMOS COM AS SUAS ORAÇÕES E PRECES!


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Mestre Onde Moras?


Rezando a minha vocação - Exercício I

PALAVRA DE DEUS: (Jo 1,38-39)



 Querido irmão a pergunta é o fruto de uma busca. O ser humano procura a Deus. Este compreende no fundo de si mesmo que esta busca é a lei interior da sua existência. O ser humano procura o seu caminho no mundo visível; e, através do mundo visível, procura o invisível ao longo da sua peregrinação espiritual. Cada um de nós pode repetir as palavras do salmista: É a Vossa face, Senhor, que eu procuro; não escondais de mim o Vosso rosto (Sl 27/26, 8-9). Com Ele, nossa vida ganha novo vigor.

 Rabbi, onde moras? A Igreja responde todos os dias: Cristo está presente na Eucaristia, o sacramento da Sua morte e ressurreição. Nela e por ela, reconheceis a morada do Deus vivo na história do homem. Pois a Eucaristia é o sacramento do amor vencedor da morte, é o sacramento da Aliança, puro dom de amor para a reconciliação dos homens; é o dom da presença real de Jesus, o Redentor, no pão que é o seu Corpo imolado, no vinho que é o seu Sangue derramado por todos.

 Mestre, onde moras, comporta então numerosas dimensões. Tem uma dimensão histórica, pascal e sacramental. Este é o Meu Corpo, comei-o todos. Confia ao Pai o Seu desejo supremo da unidade, na mesma comunhão de todos aqueles que por Ele são amados. Mediante a Eucaristia, incessantemente renovada em todos os povos do mundo, Cristo constitui a sua Igreja: Ele une-nos no louvor e na ação de graças pela salvação, na comunhão que só o amor infinito pode selar.

Devemos seguir Jesus no seu esvaziamento, no serviço amoroso aos irmãos e irmãs, por outro lado, precisamos saber acolher esse mesmo gesto de doação quando realizados em nosso favor. Na comunidade também aprendemos a ser amados. Trata-se do amor do próprio Senhor, que sempre nos serve na mesa da vida e da comunhão.


Todos foram chamados a participar da vida de Deus, graças à morte e à ressurreição de Cristo. A nossa jornada missionária da juventude, não está a pôr em evidência esta verdade? Todos nós, aqui reunidos, vindos de outros lugares, somos as testemunhas da vocação universal do Povo de Deus remido por Cristo! A última resposta à pergunta Mestre, onde moras? Deve, então, ser entendida assim: habito em todos os seres humanos salvos. Sim, Cristo habita no seu Povo, que aprofundou as suas raízes no sangue deste Cordeiro.

Oração final

 Que Deus nos guarde agora e sempre! Que Ele nos dê vida, saúde e paz! E que vivamos na alegria e concórdia de filhos de Deus, unidos na Fé, esperança e amor! Que Ele nos fortaleça e nos sustente. Amém!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sugestões litúrgicas para o mês vocacional


Já estamos vivenciando o Ano Vocacional dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada na América Latina e Caribe. A iniciativa tem como tema Mestre, onde moras? Vinde e vede! (Jo 1,38) e como Lema “Eles foram e permaneceram com Ele” (Jo 1,39). 

OBJETIVOS do ANO VOCACIONAL:    Este Ano Vocacional Oblato quer fazer crescer a chama da vocação que há em nós, para continuar com mais generosidade e disponibilidade nossa caminhada de consagração e missão aos mais abandonados, tendo como ponto de partida o sonho do nosso Fundador.  Como nos recordam nossas Constituições e Regras: “Onde quer que trabalhemos, a nossa missão é especialmente com aquele povo cuja condição clama por salvação e esperança que somente Jesus Cristo pode plenamente trazer. Estes são os pobres com suas muitas faces; a eles damos a nossa preferência” (CCRR).


   Sugestões litúrgicas para o mês vocacional[i] 

A cada domingo do mês vocacional, conforme vamos celebrando as vocações, ir colocando um peixe (grande) no qual esteja escrito o nome da vocação que está celebrando.  Por exemplo:
 - no primeiro domingo, um peixe escrito Padres;
 - no segundo domingo, um peixe escrito Famílias;
 - no terceiro domingo, outro peixe escrito Vida Consagrada; (nesse final de semana antes das celebrações pode-se rezar a hora Santa Vocacional OMI. (Interessados solicitar ao Pe. Edicarlos)
- e no quarto domingo, mais um peixe escrito: Leigos ou Catequistas.  Assim, progressivamente, a cada domingo iriam se acrescentando os peixes. 

Junto aos peixes poderiam ser colocados fotos de diversos vocacionados, conforme a vocação citada. Logo após a saudação inicial da Santa Missa, ou mesmo da Celebração da Palavra de Deus, motiva-se para acolher o peixe que será depositado no cenário. Faz-se um breve comentário ou motivação e alguém ligado a tal vocação entra e deposita o peixe sobre as redes enquanto canta-se algo relacionado com o tema ou um refrão orante vocacional; 

68. Prepara um pequeno vídeo correspondente a cada vocação. Para isto poderia ser colocado antes de começar a missa ou depois do Oremos final (nas paróquias que tenham o recurso do Data Show) criando um clima de oração e motivando a celebrar o tema vocacional naquela liturgia;

 69. Distribuir ao final de cada missa uma frase ou oração que recorde aos nossos fiéis que é tempo de oração pelas vocações. É importante lembrar sempre de rezar a oração vocacional oblata ao fim das celebrações.
     


Um Carisma essencial. Respondo com verdadeira alegria a essa insistência e confirmo a necessidade deste ministério em todas as unidades da Congregação. Prometo oferecer todo meu apoio e do Governo Central e da Administração Geral a todos os que se comprometam a convidar os jovens a serem Missionários Oblatos de Maria Imaculada, irmãos e sacerdotes.  Seria uma negligência se não continuássemos, de modo entusiasta e audaz, a convidar aos jovens a que vivam como religiosos consagrados e missionários, sacerdotes e irmãos, dentro do nosso carisma. (Carta do Superior Geral | Pe Louis Lougen,OMI. Por ocasião da solenidade da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro de 2013.)

Objetivo geral: Vocacionalizar as missões OMI na América Latina Objetivos específicos:
1-Revitalizar a vocação como Dom do Amor de Deus, incentivando a Cultura Vocacional;
 2-Refletir a identidade e a missão dos animadores vocacionais;
3-Formar ou fortalecer a Equipe do SAV – Serviço de Animação Vocacional em todas as unidades, missões e obras OMI;
 4-Intensificar em nossas missões o cultivo da oração pelas vocações;
 5-Estimular entre nós maior interação com as novas gerações;
6- Aumentar os números de candidatos a vida Oblata;

 7-Propor um gesto concreto pelas vocações, até mesmo econômico;  

 [i] Retiradas do livro sugestões para o ano vocacional OMI. Vale apena conferir todo o projeto no site www.omi.or.br 
   

terça-feira, 5 de julho de 2016

I Congresso dos Formandos OMI da Província do Brasil

Missionários Oblatos de Maria Imaculada

Serviço de Animação Vocacional – Província do Brasil


Caríssimos Formandos, o Serviço da Animação Vocacional  OMI da Província do Brasil  no marco dos 200 anos de fundação se alegra com esse inspirador Congresso de Formandos.

“O Reino do céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra, e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens, e compra esse campo” (Mateus 13,44).

O carisma oblato é um tesouro de valor tão grande que vocês venderam tudo o que tinha para adquiri-lo. Não foram obrigados nem se sentiram coagidos a fazer esse processo de oblação. Fizeram-no com plena alegria, desfizeram-se de tudo que tinham, mas conforme a palavra de Deus ganharão muito mais nessa terra e no céu.

Esse belíssimo congresso nasce no marco dos 200 anos de Fundação OMI, certamente como promessa do Senhor que de que faria nova todas as coisas. Eis um novo tempo que se abrem aos vossos olhos.



Ao pensar sobre a importância desse belíssimo congresso me vêm ao coração três perguntas:

1- Com tantos outros tesouros vale apena vender e deixar tudo? O seu chamado nasceu do encontro, da atração por Jesus que lhe provocou uma resposta, nasceu da oração e da necessidade de ser livre para servir a Deus entre os pobres. No campo há outros tesouros também bons e valiosos, mas foi justamente o chamado que me fez discernir que entre tantos bons tesouros escolhi livremente o Cristo porque ele me escolheu primeiro. Bendito ano vocacional que faz voltar a minha Galileia do meu chamado.


2- Que caminhos percorrer? Levar a ter sentimentos humanos, cristãos e depois à santidade, eis o caminho indicado pelo pai fundador. Aproveitem bem a formação; o tesouro da sua vocação talvez seja aquela pérola escondida no abismo do seu interior que nem tens coragem de enfrentar o lamaçal para alcançar a beleza escondida em você.

Em uma sociedade de muita religiosidade e poucos referenciais positivos sejam os profetas de um mundo novo que rompe com os esquemas de uma sociedade hedonista, capitalista e individualista. Livres para servir!

Carregamos em nossas vidas o nome e carisma honrado pelo sangue de inúmeros mártires, que logo faz compreender que nossa santidade é o martírio. Seja nas pequenas renuncias diárias e necessárias ou na fidelidade de dar vida pelo que crê e professa.



3 - Posso ser feliz e realizado como OMI?
“... então, cheio de alegria...” Olhem para os Oblatos idosos de nossa província e vejam, vejam! Que estes homens atravessaram os mares, muitos deles ainda tão jovens não sabiam português nem tinham o aparato de informações sobre a cultura brasileira que dispomos hoje. Partiram e aqui chegaram somente confiando na promessa de Jesus de que eles não estariam sozinhos; trouxeram na cabeça e no coração as sementes do carisma OMI, fizeram do seu novo povo a sua família, semearam na alegria e na dor em terras do Brasil e hoje, contemplamos e celebramos os frutos da entrega deles, homens felizes e são felizes porque os seus olhares estavam sempre fixos em Jesus que os escolheu e os enviou.

Se eles são felizes com tantos anos de dedicação, olhemos sempre para Jesus na oração, na meditação da palavra e na missão que certamente sem nos darmos conta iremos perseverar em nossa vocação.
Por fim, desejo que o amor de vocês seja o amor de Cruz, nosso único sinal distintivo: amor fiel, perseverante e fecundo!



Confio à Maria Imaculada, nossa mãe e guardiã, que esse congresso renda cem por um, como afirmou Santo Eugênio: “A colheita será abundante se a nossa resposta for generosa”. Que o sim de vocês atraia novos jovens para Congregação.

Na comunhão de preces pelo SAV – Brasil

Pe. Edicarlos Alves da Conceição, OMI

Recife – Pernambuco 2 de julho de 2016



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

OMI un carisma esencial


Respondo con verdadero gozo a esa insistencia y confirmo la necesidad de este ministerio en todas las Unidades de la Congregación. Prometo ofrecer todo mi apoyo y el del Gobierno Central y de la Administración General a todos los que se comprometan a invitar a los jóvenes a ser Misioneros Oblatos de María Inmaculada, Hermanos y sacerdotes. 
Lo hago, no sólo porque me preocupa la disminución de miembros en la Congregación, sino también y sobre todo, porque he visto lo que somos en la Iglesia y lo vital que es nuestra presencia para los pobres. Estamos animados por un carisma que es único y especial en la Iglesia, que nos acerca mucho a los pobres, a los marginados, a los olvidados, a la gente que la sociedad ignora y a gente que no se siente aceptada en la Iglesia. Nosotros mostramos al mundo un rostro de Jesús muy humano, lleno de compasión y solidaridad. Me atrevería a decir que nuestro carisma se sitúa en el corazón de la Iglesia y, por eso mismo, en el corazón del mismo Evangelio.
 Sería una negligencia si no continuamos, de modo entusiasta y audaz, a invitar a los jóvenes a que vivan como religiosos consagrados y misioneros, sacerdotes y Hermanos, dentro de nuestro carisma. ¿Acaso no ha cautivado al mundo el Papa Francisco, haciendo lo que los Oblatos han hecho durante  años?
Carta del Superior General, P. Louis Lougen, OMI                            

(Con ocasión de la solemnidad de la Inmaculada Concepción, 8 de diciembre de 2013)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Missão é Vocação


O missionário é uma bênção de Deus para todas as pessoas que ele encontra, pelas palavras que ele traz e, principalmente, pela força do seu alegre e zeloso testemunho. (Pe. Francisco Rubeaux)

 Missão é Vocação. Com esse tema, os Missionários Oblatos de Maria Imaculada da região nordeste realizaram o 3º encontro vocacional de 2015, com um grupo de 20 jovens, em Recife no estado de  Pernambuco. O encontro teve início na sexta, com a chegada e acolhida dos participantes e o terço como momento de espiritualidade.

No sábado pela manhã, o Pe. Josenildo OMI falou com muita propriedade e entusiasmo sobre o tema. Na sua fala, ficaram marcados pontos importantes para aqueles que desejam ser missionários nos dias de hoje. A começar por compreender os novos paradigmas contemporâneos marcados por cinco sinais: Individualismo, Globalização, Fome de Espiritualidade, Nova visão Cosmológica e Revolução Tecnológica.

"O missionário é sempre inquieto". A inquietude missionária é o que leva a sair ao encontro do outro, assumindo, assim, uma alteridade autenticamente cristã. Percebe-se então que a missão assume um rosto próprio marcado pela Urgência, Amplitude e Inclusão. Emocionante também foi ouvir dele as suas experiências concretas da vida missionária Oblata no interior nordestino e sobre sua função atual como coordenador de pastoral da arquidiocese de Olinda e Recife.

A parte da tarde foi dedicada ao conhecimento da vocação missionária OMI. Foi apresentada a vida de Santo Eugênio de Mazenod e a missão dos OMI presentes em mais de 70 países, nos cinco continentes. Percebemos que o ideal de vida dos Oblatos está em total consonância com o que tem proposto o Papa Francisco: “ser Igreja em saída”. À noite, celebramos a santa missa consagrando as nossas vidas em Oblação a Deus a serviço da Igreja Missionária.

No domingo, os vocacionados participaram juntamente com os jovens da Paróquia Cristo Redentor, do Jordão, do III Despertar, atividade que conclui o mês vocacional. As vocações à vida matrimonial, laical e religiosa foram apresentadas em forma de oficinas. Uma animada gincana e muita música fizeram a alegria dos jovens. No momento final houve a hora Santa Vocacional.

 Concluída a adoração, os jovens receberam a bênção de Jesus Eucarístico para retornarem às suas casas e serem missionários entre os pobres.  Que Maria Imaculada interceda pelo SIM e conceda perseverança a todos os vocacionados OMI. Até o próximo vocacional. Abraços Fraternos,

Paulo Henrique Castro Perdigão



sábado, 25 de abril de 2015

O êxodo, experiência fundamental da vocação


52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações - 2015


«O êxodo, experiência fundamental da vocação

 (26 de Abril de 2015 - IV Domingo de Páscoa)

Amados irmãos e irmãs!

O IV Domingo de Páscoa apresenta-nos o ícone do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, chama-as, alimenta-as e condu-las. Há mais de 50 anos que, neste domingo, vivemos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este dia sempre nos lembra a importância de rezar para que o «dono da messe – como disse Jesus aos seus discípulos – mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). Jesus dá esta ordem no contexto dum envio missionário: além dos doze apóstolos, Ele chamou mais setenta e dois discípulos, enviando-os em missão dois a dois (cf. Lc 10,1-16). Com efeito, se a Igreja «é, por sua natureza, missionária» (Conc. Ecum. Vat. II., Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo Bom Pastor, deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida, significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa de oferecer a nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.

A oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes de sair de nós mesmos. Por isso, neste 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, gostaria de reflectir precisamente sobre um «êxodo» muito particular que é a vocação ou, melhor, a nossa resposta à vocação que Deus nos dá. Quando ouvimos a palavra «êxodo», ao nosso pensamento acodem imediatamente os inícios da maravilhosa história de amor entre Deus e o povo dos seus filhos, uma história que passa através dos dias dramáticos da escravidão no Egipto, a vocação de Moisés, a libertação e o caminho para a Terra Prometida. O segundo livro da Bíblia – o Êxodo – que narra esta história constitui uma parábola de toda a história da salvação e também da dinâmica fundamental da fé cristã. Na verdade, passar da escravidão do homem velho à vida nova em Cristo é a obra redentora que se realiza em nós por meio da fé (Ef 4, 22-24). Esta passagem é um real e verdadeiro «êxodo», é o caminho da alma cristã e da Igreja inteira, a orientação decisiva da existência para o Pai.

Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra. Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De facto, a vocação cristã é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).

A experiência do êxodo é paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde a chamada de Abraão até à de Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela acção de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projecta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder à chamada de Deus é deixar que Ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade.

Esta dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à actividade missionária e evangelizadora da Igreja inteira. Esta é verdadeiramente fiel ao seu Mestre na medida em que é uma Igreja «em saída», não preocupada consigo mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas, mas sim capaz de ir, de se mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das suas feridas. Deus sai de Si mesmo numa dinâmica trinitária de amor, dá-Se conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar (Ex 3, 7). A este modo de ser e de agir, é chamada também a Igreja: a Igreja que evangeliza sai ao encontro do homem, anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os necessitados.

Amados irmãos e irmãs, este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano e social na história. Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra. Por isso, a vocação cristã, radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres. O discípulo de Jesus tem o coração aberto ao seu horizonte sem fim, e a sua intimidade com o Senhor nunca é uma fuga da vida e do mundo, mas, pelo contrário, «reveste essencialmente a forma de comunhão missionária» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 23).

Esta dinâmica de êxodo rumo a Deus e ao homem enche a vida de alegria e significado. Gostaria de o dizer sobretudo aos mais jovens que, inclusive pela sua idade e a visão do futuro que se abre diante dos seus olhos, sabem ser disponíveis e generosos. Às vezes, as incógnitas e preocupações pelo futuro e a incerteza que afecta o dia-a-dia encerram o risco de paralisar estes seus impulsos, refrear os seus sonhos, a ponto de pensar que não vale a pena comprometer-se e que o Deus da fé cristã limita a sua liberdade. Ao invés, queridos jovens, não haja em vós o medo de sair de vós mesmos e de vos pôr a caminho! O Evangelho é a Palavra que liberta, transforma e torna mais bela a nossa vida. Como é bom deixar-se surpreender pela chamada de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz.

A Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu «fiat» à chamada do Senhor. Ela acompanha-nos e guia-nos. Com a generosa coragem da fé, Maria cantou a alegria de sair de Si mesma e confiar a Deus os seus planos de vida. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39). A Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos nós.

Vaticano, 29 de Março – Domingo de Ramos – de 2015.

Papa Francisco

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

10 conselhos do Papa Francisco aos jovens

Um Novo Espírito - Formação Permanente Ano II





1) Ter um coração jovem sempre: "Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos vivê-la com um coração jovem sempre: um coração jovem, mesmo ao setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca!" (Homilia de Domingo de Ramos 24/03/2013 - Dia da Juventude).

2) Ir contra a corrente: "Sim, jovens, ouvistes bem: ir contra a corrente. Isso fortalece o coração, já que 'ir contra a corrente' requer coragem, e o Senhor nos dá essa coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam nos meter medo se permanecermos unidos à Deus, como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade d'Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida". (Santa Missa dos crismandos em Roma - 28 de abril de 2013).

3) Apostar em grande ideais: "Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não é dada para que conservemos para nós mesmo, mas para que o doemos. Queridos jovens, tenham uma grande alma! Não tenham medo de sonhar com coisas grandes!" (Catequese do dia 24/04/2013).

4) Estar com Deus em silêncio: "Aprendam a permanecer em silêncio diante d'Ele, a ler e meditar a Bíblia, especialmente os evangelhos, a dialogar com Ele todos os dias, para sentir sua presença de amizade e amor". (Mensagem aos jovens reunidos para a "Sexta Jornada dos Jovens" da Lituânia - 28 a 30 de junho).

5) Rezar o Rosário: "Gostaria de destacar a beleza de uma oração contemplativa simples, acessível a todos, grandes e pequenos, cultos e pouco instruídos: a oração do Santo Rosário. O Rosário é um instrumento eficaz para nos ajudar a nos abrirmos a Deus, porque nos ajuda a vencer o egoísmo e a levar a paz aos corações, às famílias, à sociedade e ao mundo." (Mensagem aos jovens reunidos para a "Sexta Jornada dos Jovens" da Lituânia - 28 a 30 de junho).

6) Fazer barulho: "Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também. Nas dioceses, quero que saiam,  quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo que é mundanismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos." (Discurso aos Jovens argentinos, durante a JMJ Rio 2013).

7) Aproximar-se da cruz de Cristo: "Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a sermos como o Cireneu, aquele que ajuda Jesus a levar o madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim, com amor, com ternura. E você, como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?" (Discurso aos Jovens durante a Via-sacra, em Copacabana, na JMJ Rio 2013). 

8) Ser protagonista das mudanças: "Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também à vocês, eu peço para serem protagonistas dessa mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalhem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não olhem da sacada da vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, Ele mergulhou...Não olhem da sacada a vida, mergulhem nela como fez Jesus". (Discurso da Vigília de Oração, na praia de Copacabana, durante a JMJ Rio 2013).

9) Servir sem medo: "Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo que parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da Sua misericórdia e do Seu amor".(Homilia da Missa de encerramento da JMJ Rio 2013).

10) Ser revolucionário: "Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é 'curtir' o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas 'para sempre', uma vez que não se sabe o que nos reserva o amanhã. Nisso, peço que se rebelem: que se rebelem contra a cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de 'ir contra a corrente'. E também tenham a coragem de serem felizes!" (Discurso aos voluntários da JMJ Rio 2013).

Fonte: Destrave